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Biostation avança em estudos para viabilizar Pix por palma da mão no Brasil e impulsiona nova geração de pagamentos digitais

Tecnologia baseada em biometria vascular promete aumentar segurança, reduzir dependência de smartphones e ampliar inclusão financeira no varejo

Por Redação

A Biostation, uma empresa brasileira especializada em tecnologia de identificação e segurança
digital, spin-off da DINAMO Networks, referência há 20 anos em segurança digital e soluções
de criptografia, que atua no PIX, está conduzindo estudos de mercado e viabilidade técnica
para a implementação do chamado “Pix por palma da mão” no Brasil, uma solução que utiliza
biometria vascular para autenticação de pagamentos e que pode redefinir a experiência de
consumo no varejo físico. A iniciativa aparece em um cenário em que mais de 70% das
transações bancárias já são realizadas por canais digitais, o Brasil ainda convive com desafios
como o alto índice de roubo de celulares, 39 milhões de pessoas desconectadas e limitações
em biometria tradicional, o que impulsiona a busca por plataformas de pagamento mais
seguras e acessíveis.

O projeto acompanha a evolução do ecossistema de pagamentos instantâneos no país, que já
se consolidou como um dos mais avançados do mundo. Agora, a proposta é dar um novo
passo ao eliminar a necessidade de dispositivos como smartphones no momento da transação,
substituindo-os por uma autenticação diretamente vinculada ao corpo do usuário. Como parte
desse movimento, a Biostation reforça sua aposta na tecnologia e está destinando
aproximadamente 70% do faturamento para manter uma estrutura dedicada de P&D ao
desenvolvimento e implantação do Pix por palma no país.

A tecnologia se baseia na leitura do padrão de veias da palma da mão por sensores
infravermelhos, capazes de capturar milhares de pontos únicos e convertê-los em uma
assinatura criptográfica. Esse processo permite validar a identidade do usuário de forma rápida
e segura, sem armazenamento de imagens sensíveis ou exposição de dados pessoais. Na
prática, o pagamento ocorre em poucos segundos: o valor é inserido no terminal, o cliente
aproxima a mão do sensor e a transação é autorizada após a validação biométrica. A proposta
é transformar o checkout em uma etapa fluida e integrada à jornada de compra, reduzindo
fricções operacionais e filas no varejo.

Além da eficiência, o destaque está em que a plataforma Biostation já opera de forma
independente de fabricantes do sensor biométrico, permitindo integração com múltiplos
dispositivos e tecnologias disponíveis. A instituição/empresa mantém autonomia para
selecionar, negociar ou substituir fornecedores ao longo do tempo, sem comprometer sua
base biométrica ou sua inteligência de dados.

Essa iniciativa responde a desafios relevantes do mercado brasileiro. Com a crescente
digitalização dos serviços financeiros e o aumento de ocorrências relacionadas ao roubo de
celulares, a possibilidade de realizar transações sem depender de dispositivos móveis surge
como uma alternativa mais segura para o consumidor. Segundo a Febraban, mais de 70% das
transações bancárias no país já são realizadas por canais digitais, enquanto dados do Fórum
Brasileiro de Segurança Pública indicam que o roubo de celulares segue entre os crimes mais
recorrentes no país, impactando diretamente o comportamento financeiro da população.
Outro ponto central é o potencial de inclusão. A biometria palmar utiliza características
internas e estáveis ao longo da vida, o que permite contornar limitações de métodos
tradicionais, como a leitura de impressões digitais, muitas vezes comprometidas por idade ou
atividades manuais intensas.

Esse avanço é especialmente relevante em um país onde cerca de
39 milhões de pessoas ainda não têm acesso à internet, segundo dados do IBGE, e onde
mesmo entre os conectados há barreiras de letramento digital que dificultam o uso pleno de
serviços financeiros.

Além disso, embora a biometria já seja amplamente adotada, com cerca de 82% dos brasileiros
utilizando algum tipo de autenticação biométrica, segundo levantamento do setor, ainda há
limitações importantes. Dados de mercado indicam que cerca de 20% dos usuários relatam
frustração com tecnologias como reconhecimento facial, seja por falhas de leitura ou
condições de uso, o que reforça a necessidade de soluções mais robustas e inclusivas.

A Biostation também avalia a integração da tecnologia com infraestruturas avançadas de
segurança, como blockchain, permitindo que cada transação seja validada por uma assinatura
criptográfica única, sem circulação de dados sensíveis. O modelo segue princípios modernos de
segurança digital e reduz significativamente as superfícies de ataque.

“O que estamos desenvolvendo é uma nova camada de confiança para o sistema financeiro.
Quando a autenticação passa a estar vinculada diretamente à identidade biológica do usuário,
eliminamos dependências externas e elevamos o padrão de segurança de toda a operação”,
comenta Leonardo de Araújo, CEO da Biostation.

Segundo o executivo, o avanço da biometria palmar deve acompanhar o ritmo de adoção
observado em outras inovações recentes no país. “O Brasil já demonstrou capacidade de
absorver rapidamente novas tecnologias de pagamento. O Pix por palma tem potencial para
seguir essa mesma trajetória, ao combinar conveniência, segurança e inclusão em uma única
solução.”

A movimentação da Biostation ocorre em linha com tendências internacionais, onde soluções
de “pay by palm” começam a ser testadas em ambientes de varejo e mobilidade. No Brasil, a
combinação entre a infraestrutura do Pix e a maturidade do consumidor digital cria um
ambiente favorável para a adoção desse novo modelo. Com os estudos em andamento, a
expectativa é que a tecnologia avance para fases de teste em ambientes reais ao longo dos
próximos meses, abrindo caminho para uma nova etapa na evolução dos pagamentos no país,
em que o próprio corpo do usuário passa a ser a principal chave de acesso ao sistema
financeiro.

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